Palavra de especialista
Disciplina Positiva para bebês Publicado: 07 Outubro 2019 | Última Atualização: 07 Outubro 2019

Esta forma mais afetiva de ensinar sobre o certo e o errado é aplicada, normalmente, com crianças e adolescentes, mas também pode ser usada com bebês com algumas adequações.

A consultora materna Bia Rangel, explica em 10 dicas como a Disciplina Positiva pode ser abordada com os bebês desde os primeiros dias de vida.

1- Evite dizer a palavra "Não". Bebês ainda não conseguem discernir o certo do errado, são impulsivos e curiosos e estão descobrindo o mundo. Se os pais ficarem dizendo “Não faça isso”, “Não faça aquilo”, o bebê irá direcionar a atenção dele exatamente para o que não deve fazer.

2- Embora alguns pais costumem dizer “meu filho finge que não entendeu o que falei”, na maioria das vezes o bebê não consegue entender mesmo os limites e organizar isso na mente dele. Ele é muito pequeno, tudo está se formando na cabecinha do pequeno;

3- Sempre reforce o certo mostrando ao bebê o que deve ser feito. Se você não quiser que ele pule no sofá, por exemplo, mostre a ele que o sofá é lugar de sentar e que no tapete ele pode pular. Demonstre o que você quer que ele faça e não foque no que não é para fazer;

4- A disciplina positiva funciona igualmente para todos – bebês, crianças, adolescentes e adultos. Mas a dinâmica de ensinar será, obviamente, diferente. A disciplina positiva não é um método engessado. É preciso perceber o outro para mostrar a importância de respeitar as regras, da organização etc. É necessário entender as necessidades de cada um, mas sabendo que cada um tem seu espaço e merece ser repeitado por isso. Com as crianças e bebês, especificamente, temos a função de ajudá-las a se desenvolver por meio do respeito, guiando-as com firmeza e gentileza;

5- Cada criança é única e perceber as suas necessidades individuais também deve fazer parte da dinâmica ao aplicar a DP. Entender o perfil do seu bebê é fundamental.

6- Alguns bebês são mais curiosos e insistem em repetir coisas perigosas, como subir em móveis, bater no vidro etc, com um comportamento mais “teimoso”. É preciso preparar o ambiente para que ele possa explorar livremente, mas com segurança e observação atenta sempre. Quando o bebê realizar algo perigoso, retire-o e diga brevemente , com poucas palavras, qual é a função daquele local e rapidamente o redirecione para outra atividade bem legal e “desafiadora”, mas que não o coloque em risco;

7- Não pense em momento algum que o comportamento do seu bebê é para te desafiar. Eles não possuem essa capacidade de pensar em desafiar o cuidador. Eles agem por impulso. Lembre-se que eles ainda não possuem controle emocional de suas ações. Então, por mais que eles saibam que não devem fazer algo, a vontade é muito maior do que o controle, ou seja, dificilmente ele irá controlar o impulso de fazê-lo;

8- Fique calmo. Sempre pense antes de agir e saiba que você é o adulto, é você que tem que ser racional e não se deixar levar pela emoção da raiva e do nervosismo. Além disso, quando os pais perdem o controle, toda a situação sai totalmente dos eixos;

9- Não espere um comportamento de adulto do seu filho – se nem os adultos conseguem se controlar emocionalmente sempre, imagina um bebê?;

10- Evite deixá-lo estressado. Coisas como fome e sono deixam qualquer pessoa estressada. Um bebê estressado dificilmente irá ouvir o qualquer pessoa tem a dizer.