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7 formas de estimular o aprendizado das crianças nas férias PDF Imprimir E-mail

Psicopedagoga dá dicas de como utilizar o período sem aulas para que os pequenos aprendam brincando e melhorem o desempenho escolar no ano seguinte

Enquanto muitas pessoas encaram o período de férias como um tempo para não fazer nada que seja realmente útil, a Psicopedagoga Sheila Leal, que também é fonoaudióloga, especialista em desenvolvimento infantil e porta-voz do Projeto Filhos Brilhantes, explica que o período de férias é muito bem-vindo para realizar diversas brincadeiras que ajudam os filhos a desenvolverem ainda melhor suas habilidades e competências.

Segundo a especialista, existem muitos tipos de brincadeiras possíveis de se realizar nas férias, e é importante que os pais estejam atentos a elas para não apenas estimular o desenvolvimento das crianças, mas também para valorizar os momentos que os pais devem ter com os filhos. “É por meio das brincadeiras que eles podem se conectar com as crianças e observar detalhes do desenvolvimento, como a maneira de falar e as habilidades de escrever ou de contar, por exemplo”, explica Sheila. A psicopedagoga lista as 7 coisas que podem ser realizadas nas férias para melhorar o desenvolvimento infantil.

1- Jogos de concentração e memória
Embora o nome se pareça com algo chato para as crianças, a especialista conta que as brincadeiras que promovem concentração e memória podem ser coisas simples, como jogos de tabuleiro ou cantar músicas novas. “Estas brincadeiras ajudam as crianças a conseguirem dar foco na atividade, e com isso elas não ficarão desatentas quando voltarem às aulas”, explica Sheila, que também destaca a possibilidade de contar histórias como forma de melhorar essas habilidades nos pequenos.

2- Desenhar e pintar
A psicopedagoga sugere uma atividade que pode ser interessante tanto na presença quanto na ausência dos pais: deixar lápis, giz, sulfites e cartolinas à disposição dos pequenos. “Você pode brincar de desenhar com eles, mas também pode usar como atividade para o momento em que estiver trabalhando. Quando chegar em casa, pergunte o que seu filho desenhou e use isso como forma de começar uma interação que mostre seu interesse”, explica. Ela também sugere que, a partir dos 5 anos, os pequenos façam desenhos por associação. “Faça você um desenho no centro da folha e peça para seu filho desenhar o que lhe vem à mente relacionado a esse desenho”, explica.

3- Museus e espaços culturais
Visitar museus e espaços culturais pode ser uma ótima forma de incentivar o aprendizado e raciocínio, especialmente quando o passeio é transformado em uma grande brincadeira de descobertas, como sugere a especialista. “Tente relembrar tudo o que você viu com seu filho para que ele aprenda a guardar as informações em forma de brincadeira”, explica. Sheila lembra que, além de existirem muitas opções de museus divertidos e interativos, também existem muitos shoppings e parques que oferecem mostras culturais voltadas a crianças.

4- Evitar o excesso de eletrônicos
Sheila conta que os jogos eletrônicos e vídeo games, assim como programas de TV, costumam estar presentes diuturnamente na vida das crianças. “Eles podem ser ótimos estímulos para o reflexo e a educação das crianças, mas jamais devem ocupar 100% do tempo”, alerta. Assim, a especialista reforça a importância de incentivar atividades externas e variadas para que as crianças não fiquem o tempo todo dentro do quarto.

5- Brincar na cozinha e nos afazeres da casa
As crianças saem de férias, mas muitas vezes os adultos continuam com o dia a dia cheio de tarefas. Sheila conta que essa combinação forma um ótimo momento de transformar as tarefas da casa em diversão. “Você pode aproveitar para fazer pratos diferentes na cozinha e pedir ajuda dos filhos, e isso vai fazer com que eles entendam melhor a relação com a comida”, explica, alertando para que os muito pequenos se limitem apenas a acrescentar ingredientes no recipiente, ajudar a mexer a colher ou enrolar brigadeiros, por exemplo. Para o caso de crianças de 3 ou 4 anos, a especialista sugere dar alguns grãos de feijão ou milho, e pedir para que desenhem com eles a primeira letra do nome, e depois outras letras. “Isso vai ajudar no desenvolvimento espacial e coordenação motora”, explica.

6- Conviver com a natureza
Segundo a especialista, o contato com parques, jardins e ambientes com animais permite que as crianças desenvolvam diversas habilidades. “Cuidar de um jardim em casa ajuda a desenvolver a responsabilidade, e vivenciar brincadeiras em um parque ou chácara ajuda a criar um senso de pertencimento à natureza”, explica Sheila, que também destaca como a relação com animais, especialmente os de estimação, ajuda no desenvolvimento das relações de amizade.

7- Stop
Crianças de 7 a 8 anos já podem brincar de Stop, a famosa brincadeira em que uma letra escolhida deve ser a inicial de palavras para animais, objetos, brinquedos, entre outros que podem ser colocados em diferentes colunas. “Separe a folha em quadradinhos e observe a escrita do seu filho, com atenção também para a rapidez com que ele coloca as letras no papel, e tente ser mais devagar e até deixar que eles ganhem a brincadeira de vez em quando”, explica.

Por fim, Sheila alerta que, até os 4 anos, as crianças necessitam mais da presença dos pais, porque ainda não sabem brincar sozinhas. “O importante é aproveitar ao máximo o tempo que tiver com os filhos para conhecê-los melhor e fazer parte do desenvolvimento deles”, conclui.