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Quais cuidados ter com crianças em tratamento durante o verão PDF Imprimir E-mail

O verão já começou em 21 de dezembro e, junto, também chegaram as férias escolares. Nesse período, crianças e adolescentes tendem a ficar mais expostos ao sol e ao calor, aproveitando ao máximo as piscinas e praias, mas é preciso ficar atento às altas temperaturas. Os pais sabem que nessa hora os cuidados com hidratação, proteção solar e alimentação devem ser redobrados.

Crianças que passam por tratamento oncológico, por estarem mais suscetíveis a infecções, precisam se atentar a alguns detalhes que podem fazer a diferença. Sônia Vianna, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE), explica que a exposição ao sol em excesso deve ser evitada, visto que alguns quimioterápicos provocam sensibilidade na pele e o sol pode manchá-la.

“É importante, também, que evitem locais com aglomerações, alimentos com procedência desconhecida, contato com crianças que tenham doenças infecciosas e locais que favoreçam o desenvolvimento do mosquito da dengue”, comenta.

Além disso, a fadiga e o cansaço são sintomas que podem estar associados ao tratamento, portanto, os pais devem evitar oferecer atividades muito enérgicas ou manter a criança em locais com pouca ventilação.

Para aproveitar melhor o período de altas temperaturas, a SOBOPE aconselha:
- Utilizar roupas leves, claras e soltas, pois facilitam a transpiração;
- Preferir alimentos ricos em água, como frutas, que devem ser higienizadas de maneira adequada;
- Beber água ou suco natural com frequência, principalmente nos intervalos entre as refeições;
- Proteger-se do sol com protetores solares de fator maior do que 30 FPS e ações complementares, como chapéus e óculos escuros.

Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)
A SOBOPE tem como objetivo disseminar o conhecimento referente ao câncer infantojuvenil e seu tratamento para todas as regiões do País e uniformizar métodos de diagnóstico e tratamento. Atua no desenvolvimento e divulgação de protocolos terapêuticos e na representação dos oncologistas pediátricos brasileiros junto aos órgãos governamentais. Promove o ensino da oncologia pediátrica, visando à divulgação e troca de conhecimento científico da área em âmbito multiprofissional.