Palavra de especialista
10 principais ameaças para crianças e adolescentes na internet Publicado: 10 Abril 2019 | Última Atualização: 10 Abril 2019

São Paulo, Brasil - Da mesma forma que o ambiente digital é popular entre os jovens e traz muitas vantagens, também existem perigos atrelados a ele.

O estudo TIC Kids Online aponta que 85% da população na faixa etária de 9 a 17 anos utilizou a internet ao menos uma vez em três meses, um total de 24,7 milhões de crianças e adolescentes. A ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, detalha os principais riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet.*

Sexting
É a produção e a troca de imagens ou vídeos com conteúdo sexual por meio da internet (mensagens, e-mails, redes sociais). Também pode ser considerada como uma forma de assédio sexual. Isso ocorre quando uma criança e um adolescente são pressionados a enviar uma foto para alguém, que a distribui sem o seu consentimento.

Sextorção
É o ato de chantagear crianças ou adolescentes por meio de mensagens intimidadoras, que ameaçam espalhar imagens sexuais ou vídeos gerados pelas próprias vítimas. A intenção de quem pratica esse crime é continuar com a exploração sexual ou ter relações sexuais com menores de idade.

Ciberbullying
É uma forma de assédio e agressão que utiliza a tecnologia, com a intenção de propagar mensagens ou imagens cruéis, para que sejam visualizadas por mais pessoas. A propagação rápida e permanência desta exposição no ambiente digital aumentam a agressão contra a vítima. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Fundação Telefônica, 55% dos jovens latino-americanos foram vítimas de cyberbullying.

Exploração sexual de crianças e adolescentes online
Inclui todos os atos de natureza sexual cometidos contra adolescentes no ambiente online como meio de explorá-los sexualmente. Também inclui o uso de imagens ou materiais que documentam a exploração sexual com a intenção de produzir, disseminar, comprar e vender.

Exposição a conteúdos nocivos
Refere-se ao acesso ou exposição de crianças e adolescentes, intencional ou acidentalmente, à conteúdos violentos, de natureza sexual ou geradores de ódio, prejudiciais ao seu desenvolvimento.

Grooming
Refere-se às estratégias que um adulto realiza online para ganhar a confiança de um menor com o propósito de abusar ou explorar sexualmente. Somente adultos realizam grooming. Existem dois tipos de preparação: a primeira é quando não há fase anterior de relacionamento e geração de confiança, mas o assediador consegue obter fotos sexuais ou vídeos da criança. A segunda é quando há uma fase anterior em que o assediador procura gerar confiança, fazendo com que os menores entreguem material sexual para torná-lo objeto de chantagem. Geralmente posando como um menor, manipulando a vítima por meio de gostos e preferências. Esse tática utiliza tempo para fortalecer o vínculo.

Desafios online
Refere-se a jogos que visam crianças ou adolescentes e consistem em uma série de desafios por meio das redes sociais. Estes desafios podem levar a consequências graves, como fazer e publicar fotos e vídeos realizando alguma atividade que ponha em risco a vida da criança.

Materiais de abuso sexual de crianças e adolescentes gerados digitalmente
É a produção artificial, por meio da mídia digital, de todo tipo de material que mostre menores de idade em atividades sexuais ou sexualizadas. Essas imagens e vídeos falsos têm o intuito de imitar imagens reais.

Publicação de informação privada
Se refere a publicação de dados sensíveis online. Por exemplo, nas redes sociais. No Brasil, 78% das crianças e adolescentes que usam internet possuem perfis nas redes sociais, de acordo com pesquisa TIC Kids Online. É inevitável que, entre este público, existam crianças que publiquem informações sigilosas sem o conhecimento dos pais.

Happy slapping
É uma forma de cyberbullying que ocorre quando uma ou várias pessoas atingem um indivíduo enquanto o incidente é gravado para ser transmitido nas redes sociais.
A conscientização é o primeiro passo para apostar em um ambiente seguro. Além disso, para se proteger contra estas ameaças, a ESET recomenda utilizar ferramentas de proteção cibernética e envolver-se em campanhas de educação sobre questões de segurança digital.

A ESET possui um site chamado #quenãoaconteça, com informações e dicas para evitar situações cotidianas que afetam a privacidade online. A empresa também possui a iniciativa DigiPais, voltada ao público infantil, pais e professores. Todos esses projetos compartilham um objetivo: criar um espaço digital seguro, por meio de atividades de conscientização e educação voltadas para diferentes públicos de interesse, especialmente crianças e adolescentes.

 

*Este material foi elaborado com base no relatório preparado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) por meio de sua agência especializada
para crianças e adolescentes, Instituto Interamericano da Criança, Menina e Adolescente (IIN), intitulado:
"Diretrizes para o empoderamento e proteção dos direitos de crianças e adolescentes na Internet na América Central e na República Dominicana".
Além disso, algumas das ameaças foram extraídas do trabalho de "End Child Prostitution and Trafficking" (ECPAT).

Para mais informações, visite o portal de notícias da ESET, chamado WeLiveSecurity, em: https://www.welivesecurity.com/br/