Palavra de especialista
Imunização é a forma mais eficaz de prevenir a doença, que pode ser fatal Publicado: 10 Julho 2019 | Última Atualização: 10 Julho 2019

Em 2016, o sarampo foi considerado erradicado no país. Infelizmente, dois anos depois a doença voltou a circular entre os brasileiros, principalmente na região Norte, espalhando-se pelos estados e colocando a população em risco de um surto.

Para prevenir o sarampo e suas consequências, que podem ser fatais, a vacinação ainda é o meio mais eficaz e seguro. “A vacina tríplice viral previne a contaminação de sarampo, catapora e rubéola. A primeira dose é tomada aos 12 meses de vida, com reforço aos 15 meses e ao longo da vida. Esta é uma vacina segura, que não traz riscos de contaminação ou de sequelas para a criança. Não há qualquer evidência científica que conecte a tríplice a problemas de saúde ou condições, como o autismo”, explica a Dra. Thais Bustamante, pediatra e neonatologista da UNESP.

Os bebês com menos de 1 ano, os idosos e as pessoas imunossuprimidas são as que mais correm riscos. “O sarampo não deve ser negligenciado, pois pode trazer complicações, como pneumonia e até edema cerebral, colocando em risco a vida do paciente”, conta a pediatra.

O contágio é maior no inverno, devido ao fato de as pessoas passarem mais tempo em locais fechados e aglomerados. O vírus é transmitido pelo ar ou pelo contato com gotículas de saliva das pessoas infectadas.

Em casos de surto, Dra. Thaís diz que os lactentes menores de 6 meses podem receber a vacina, mas precisam das doses de reforço aos 12 e 15 meses. Adolescentes, adultos e idosos, mesmo já vacinados, devem tomar dose de reforço também. “Estima-se que 5% das vacinas não ‘peguem’ de início e, por isso precisamos do reforço. Nossas células de defesa precisam ser ‘treinadas’ para reconhecer o vírus e proteger o corpo e a vacina age dessa forma: ensinando o organismo a identificar o agente nocivo e a eliminá-lo do organismo”, conta a pediatra.

Os sintomas do sarampo podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe comum, até que surjam as erupções cutâneas. Por isso, se houver qualquer dúvida, o médico deve ser consultado:
· Tosse seca
· Coriza
· Conjuntivite
· Ínguas
· Febre acima de 38,5°C
· Dor muscular
· Fadiga
· Manchas ou erupções cutâneas que começam atrás das das orelhas e se espalham pelo resto do corpo
· Dor de cabeça

Dra. Thais Bustamante Pediatra e Neonatologista
Pediatra e Neonatologista pela UNESP
Mestre em Cirurgia Pediátrica UNESP
Pós Graduada em Nutrição Pediatrica pela Boston Medicine University