Palavra de especialista
Crianças de até dois anos passam cerca de 17 horas por semana em frente às telas Publicado: 13 Agosto 2019 | Última Atualização: 13 Agosto 2019

Celular pode ser utilizado no aprendizado infantil e empresas atuam ressignificando o uso do aparelho no ambiente escolar

Um estudo realizado pela Universidade de Calgary, no Canadá com 2.500 crianças de até dois anos de idade, aponta que os pequenos passam em média 17 horas por semana em frente às telas, utilizando aparelhos como tablets, celulares, televisão, videogames, etc. A pesquisa também revela que aos três anos de idade, a quantidade de tempo aumentou de 17 para 25 horas, mas houve uma redução para 11 horas com crianças a partir de cinco anos de idade, que estavam na pré-escola.

Com o objetivo de ressignificar o uso de jogos e celulares no aprendizado infantil, surgem no mercado empresas que apostam em uma aprendizagem lúdica e criativa por meio da tecnologia, como é o caso da Kriativar - startup de educação e tecnologia, que aposta no uso do celular em sala de aula, colocando essa ferramenta como um meio de aprendizagem, que ajuda a estimular o potencial criativo dos estudantes.

Fundada pela empresária Sofia Fada, a startup já venceu alguns dos principais editais de inovação do País e, recentemente, lançou a primeira linha de jogos em realidade aumentada e storytelling do mundo, que promove uma nova usabilidade no uso de jogos como quebra-cabeça e jogo da memória. “Utilizamos a tecnologia unindo o real ao virtual, assim a criança consegue aprender enquanto brinca, estimulando a concentração, criatividade e imaginação”, comenta Sofia.

Os pilares da edtech (como são chamadas as startups da área de educação) também foram estruturados para atender a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em que a criança é protagonista do ensino e os recursos utilizados durante o aprendizado devem fazer com que elas tenham acesso à ferramentas para construção do conhecimento, de forma moderna e interativa. Atualmente a Kriativar já está em várias escolas e em fase de rápida expansão.

A ideia de criar a empresa, surgiu devido à dificuldade que o filho da empreendedora tinha no aprendizado, o uso da tecnologia o ajudou a reverter o baixo desempenho. Além disso, a demanda por um ensino de qualidade faz do Brasil um solo fértil para essas empresas que crescem 20% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Startups. “A utilização de ferramentas tecnológicas são essenciais para a melhora no desempenho do aprendizado”, comenta Sofia.

Baseados na educação 4.0, que visa mudar a forma como absorvemos o conhecimento e na Cultura Maker, os produtos desenvolvidos pela Kriativar ajudam a desenvolver o potencial criativo das crianças, para que elas sejam donas das suas próprias histórias, como é o caso da plataforma Bookmaker, em que as crianças podem criar histórias, livros, revistas e trabalhos escolares, e os pais e professores conseguem acompanhar, estimulando o protagonismo infantil.

Sobre - Fundada em 2004, pela empreendedora Sofia Fada, a Kriativar é uma startup de educação e tecnologia que propõe uma aprendizagem criativa e um jeito lúdico de ensinar e aprender. A empresa já venceu os principais editais de inovação do Brasil e está lançando no mercado a primeira linha de jogos em realidade aumentada e storytelling do mundo.